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  • Há 30 anos, baseado no modelo produção, o protótipo Kadett Impuls I testou motorização elétrica para a cidade;
  • Sem compromissos: espaço da bagageira e carga útil praticamente iguais aos do modelo de série;
  • Aceleração de 0-50 km/h em dez segundos, velocidade máxima de 100 km/h;
  • Tecnologia de ponta em 1990: baterias de níquel-cádmio de 14,3 kWh.

Autonomia até 337 quilómetros no ciclo WLTP1. Aceleração de zero a 100 km/h em 8,1 segundos. Bateria de 50 kWh que pode receber até 80% da carga em apenas 30 minutos num posto de recarregamento rápido. O Opel Corsa-e adequa-se perfeitamente a uma utilização diária sem restrições, ou seja, é um automóvel elétrico para todos.

Um Opel elétrico especial, o Kadett Impuls I, antepassado do Corsa-e, foi concebido para uma utilização mais específica. A marca alemã criou este protótipo de testes há 30 anos, pensado especialmente para a condução em cidade. O objetivo era estudar o comportamento de um automóvel elétrico baseado num modelo de produção, equipado com componentes elétricos então disponíveis, no tráfego trânsito urbano da época. Com uma condição: manter tanto quanto possível a volumetria do habitáculo e da bagageira, bem como a carga útil, dentro dos valores do modelo de produção.

A Opel desenvolveu o Kadett Impuls I em colaboração com a RWE, especialista em soluções de energia, e o fabricante de baterias SAFT, que é hoje o parceiro da marca nos planos para a produção conjunta de células de baterias na fábrica da Kaiserslautern. A tração às rodas dianteiras do Kadett Impuls I era assegurada por um motor elétrico DC de 100V alimentado com corrente fornecida pelas baterias de níquel-cádmio. Para otimizar a distribuição de peso, as baterias estavam alojadas no compartimento do motor e sob a bagageira. No total, os acumuladores pesavam 310 kg, tinham capacidade de 14,3 kWh e ocupavam 170 litros de volume.

A potência máxima de 16 kW (22 cv) foi selecionada especificamente para a condução em cidade. A aceleração de zero a 50km/h durava 10,0 segundos. Com 1000 kg de peso, o este Kadett elétrico alcançava uma velocidade máxima de 100km/h. Subidas e descidas inclinadas, até 25 por cento, não eram problema para o Impuls I. O sistema de travagem já nessa altura regenerava parcialmente a energia cinética gerada em desaceleração, convertendo-a em eletricidade que armazenava na bateria.

Por cada 80 km percorridos, as baterias necessitavam de ser carregadas durante cerca de cinco horas. O conforto, contudo, não estava comprometido: carga útil de 350 kg (490 no Kadett de produção) e bagageira com 330 litros de capacidade (390 no modelo de produção).

Uma longa tradição de e-pioneiros: Opel Kadett B Stir-Lec 1 e Opel Elektro GT

Para a Opel, o Kadett Impuls I representou mais uma valiosa contribuição para os debates em torno das políticas de mobilidade da época. Exemplos anteriores incluem o Kadett B Stir-Lec I e o Opel Elektro GT.

O Stir-Lec de 1968 era alimentado por 14 baterias de ácido de chumbo. Um motor do tipo Stirling, de ciclo termodinâmico, instalado na traseira, encarregava-se de gerar a eletricidade que mantinha as baterias constantemente carregadas – um precursor do princípio do “extensor de autonomia” que mais tarde entraria em produção no Opel Ampera.

Três anos depois, em 1971, o neto do fundador da companhia, Georg von Opel, pulveriza seis recordes mundiais para veículos elétricos ao volante de um Opel Electro GT capaz de alcançar 188 km/h de velocidade graças a dois motores elétricos emparelhados debitando 120 cv (88 kW). A energia elétrica era fornecida por uma bateria de níquel-cádmio que pesava 590 kg. À velocidade estabilizada de 100 km/h, este GT especial tinha autonomia de 44 quilómetros.

 

1 Os dados sobre consumo de combustível e emissões de CO2 foram determinados de acordo com a metodologia de testes WLTP (R (EC) No 715/2007, R (EU) No

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